Nunca se comeu tanto ovo no Brasil. É o que afirma a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). De acordo com pesquisa, no ano de 2017, a média de consumo per capita de ovos no Brasil foi de 192 unidades, maior índice já registrado na história do setor. Enquanto isso, a média mundial é de 230 unidades.

Essa tendência se dá pelo crescimento de adeptos a hábitos saudáveis, que encontram no ovo uma fonte de proteína nutritiva e barata, o que vem conquistando também novos nichos para comercialização, como a indústria alimentícia, as redes de fast food e os fabricantes de produtos fitness.

É por isso que os produtores de aves de postura devem estar ainda mais atentos aos cuidados com a criação. Como forma de manter a qualidade, os produtores devem se basear nas boas práticas de produção, que orientam sobre os padrões e os procedimentos em produção de ovos para consumo humano.

Boas práticas de produção na postura comercial

As boas práticas de produção na postura comercial foram elencadas por documento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são baseadas  em  especificações  legislativas,  requisitos  sanitários e padrões  de  higiene  relacionados às  áreas  de  meio ambiente, manejo, bem-estar, sanidade, nutrição e segurança alimentar. A proposta é assegurar as condições higiênico-sanitárias durante a produção e o processamento, além de preservar a qualidade dos ovos.

Como contribuição, a União Brasileira de Avicultura também desenvolveu o Protocolo de Boas Práticas de Produção de Ovos, com base nas recomendações do Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves (CNPSA) / Embrapa de Concórdia, do Código do Codex Alimentarius (Draft Code of Hygienic Practice for Eggs and Egg Products) e de manuais de produção de empresas brasileiras e estrangeiras. O documento foi elaborado considerando a realidade da avicultura de postura brasileira e busca ser um orientador para melhorar a qualidade do sistema de produção nacional.

Atenção especial à nutrição das aves de postura

A fim de garantir uma produção máxima de ovos de boa qualidade e o perfeito equilíbrio alimentar das aves, o produtor deve atentar-se para ofertar uma nutrição que promova a manutenção e a produção dos animais. As necessidades das aves variam de acordo com diferentes fatores, mas, principalmente, em função da temperatura e da demanda da produção.

“O consumo de proteína, energia, minerais, vitaminas e aminoácidos são os principais aspectos nutricionais que devem ser levados em consideração na alimentação das aves de postura. Como a temperatura do ambiente influencia diretamente na necessidade das aves, esse também deve ser um cuidado relacionado à nutrição dos animais, uma vez que animais bem alimentados e na zona termo neutra têm desempenho melhor, gastando a energia da dieta somente com a produção”, explica Evandro José Rigo, zootecnista e professor de tecnologia em gestão em agronegócios.

Outros fatores que contribuem para a variação das necessidades nutricionais das aves de postura são as condições das instalações, as correntes de ar às quais os animais ficam submetidos, o genótipo das aves e o sistema de alimentação da recria.

Ao iniciar a criação de aves para produção de ovos, o produtor deve escolher com que tipo de ave vai trabalhar em seu aviário, associado à preferência do mercado consumidor. Essa ave deve ter baixa mortalidade, resistência a doenças, baixa relação entre consumo de ração e postura de ovos, além de uma capacidade para postura acima de 240 ovos por ano, com boa qualidade de pigmentação da gema.

Auxílio da tecnologia para a produção na postura comercial

Entre as boas práticas recomendadas para a produção na postura comercial, está o estabelecimento de um sistema de registro zoosanitário para a unidade de produção, proporcionando documentação permanente da atividade avícola.

Contar com o auxílio da tecnologia é uma escolha inteligente nesse sentido. Produtores estão cada dia mais atentos a investimentos em softwares específicos para avicultura que modernizem a produção e tornem o trabalho mais fácil.

Os sistemas são capazes de oferecer acompanhamentos diários de mortalidade, descartes, produção de ovos, pesagem por amostra para cálculo de P.M., uniformidade e C.V., uso de vacinas, medicamentos e insumos, visita técnica (checklist), temperatura e consumo de água e de ração, entre outras funcionalidades. Ou seja, registros de tudo o que é importante para a produção.

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