Além da carne de frango, quais outras aves podem estar no radar do seu cardápio e do seu empreendimento?

Já falamos aqui no blog a respeito da popularidade da carne de frango na mesa dos brasileiros, contudo, hoje temos um convite. Que tal conhecermos mais de perto as outras boas opções de aves para o seu cardápio, ou quem sabe para o seu negócio? Falaremos também dos benefícios nutricionais de cada uma delas além das características e desafios relacionados a criação e ao abate.

– Patos –

(Raça: Peking/Fonte:Internet)

Criar patos é um bom investimento pelo fato da demanda ser maior que a oferta no Brasil, ou seja, através desta simples lei de mercado o produto torna-se ainda mais valorizado, criando com isso, uma situação mais favorável e lucrativa para o empreendedor desse segmento.

O pato é uma ave resistente fisicamente e que se adapta com facilidade a diferentes ambientes. A sensibilidade da ave que deve ser levada em consideração no momento da criação e do abate é a sua vulnerabilidade em relação a doenças, principalmente verminoses como a singamose ou verme da traquéia.

Por isso é tão importante manter os criadouros limpos e evitar a superpopulação de animais, além de isolar as aves novas daquelas que já estão sendo criadas, até certificar-se que os novos animais estejam saudáveis.

Outro detalhe importante para quem está interessado em investir na criação de patos é estar ciente que o período de choca é mais lento comparado a outras aves. Segundo o Globo Rural, uma galinha caipira melhorada geneticamente põe até 150 ovos em um ano, já as patas botam em média de 60 a 100 no mesmo período.

E por falar em ovos, os de pata são extremamente nutritivos e contém mais fósforo e cálcio do que ovos de galinha. A carne da ave não é muito consumida no Brasil, porém possui altos níveis de proteína e sem a pele, é menos calórica do que a carne de frango tradicional.

Já em relação ao abate, o ponto de complexidade é que o pato possui plumas em baixo das penas, dificultando, com isso, o processo de limpeza do animal. O recomendado é que ele seja colocado em água quente logo após o abate para facilitar a depenagem, porém o tempo não pode passar de um minuto para que a qualidade e o aspecto da carne sejam mantidos.

-Codornas-

(Raça:africana/Fonte:internet)

Em geral, estas aves são mais conhecidas pelos seus ovos, que são pequenos e oferecem ao consumidor um sabor mais concentrado do que o ovo de galinha. Porém, a carne de codorna também é muito procurada devido a presença elevada das vitaminas B6, que auxilia no controle da diabetes, e a B3 que ajuda no bom desenvolvimento do sistema circulatório.

Para criação desta ave a boa notícia é que devido ao seu tamanho pequeno, em geral elas medem de 15 a 18 centímetros, é possível criar aproximadamente 50 aves em 1 m² segundo a EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Distrito Federal. Já a alimentação da codorna para o abate passa por diferentes tipos de ração para as diferentes fases até o crescimento.

E tem mais informação positiva referente a esta pequena ave pertencente ao gênero Coturnix que chegou ao Brasil em meados da década de 50 com a imigração japonesa: A maturidade sexual das codornas é considerada precoce (fêmea com 42 dias e macho com 48 dias), facilitando, desta forma, a reprodução, o que sinaliza maior lucro para o empreendedor. Além do dimorfismo sexual (diferenciação do sexo pela aparência) que também auxilia no manejo.

Já em relação ao abate, também é necessário que a equipe responsável tenha cuidado com a depenagem. É recomendado que as penas sejam retiradas após aproximadamente 5 minutos do abate, assim, com o sangue frio o processo fica mais fácil e não interfere na aparência das aves a serem comercializadas.

Para fecharmos o texto deixaremos como sugestão uma receita para você surpreender seus amigos e familiares, e fique atento, no próximo texto continuaremos com este tema da diversidade de aves, suas características, desafios e pontos positivos para criação e abate. Até lá!

 Receita de codorna recheada com purê de abóbora

(Receita: Petitchef com adaptação do chef Leo Cordeiro)


Para as codornas:

  • 02 codornas
  • 250 ml de vinho branco seco
  • 02 dentes de alho
  • Ervas frescas (alecrim, manjerona, tomilho e louro)
  • Pimenta do reino
  • 50 g de manteiga sem sal
  • Sal e pimenta

Para o purê de cabotiá:

  • 1/3 de abóbora cabotiá
  • 01 cebola cortada finamente
  • 50 ml de azeite de oliva
  • Manjericão
  • Sal e pimenta

Modo de fazer:

  • Primeiramente a marinada em vinha d’alhos: em um recipiente, coloque as codornas, o vinho, o alho, as ervas e a pimenta.
  • Complete com água até que as aves estejam submersas. Reserve, em refrigeração, por no mínimo uma hora.
  • Enquanto as codornas marinam, descasque a abóbora e corte-a em pequenos pedaços, salgue e reserve.
  • Após, refogue bem a cebola no azeite de oliva e agregue a abóbora. Refogue por mais 2 a 3 min até atingir o ponto de um creme. Reserve.
  • Ao final da marinada, descarte o líquido e demais temperos. Junte o creme com a manteiga, sal e pimenta e besunte generosamente as codornas. Leve ao forno pré-aquecido a 200 °C por 15 a 20 minutos.