Tecnologia, modernidade, velocidade, tablet, mensagem visualizada, startup, canudo de plástico proibido, reciclagem, meio ambiente. São muitas novidades que a cada dia são rapidamente apresentadas para nós. Não é somente a forma de se relacionar com o outro e com o meio ambiente que está se transformando. A forma de empreender, de negociar, de tomar decisões, enfim, a forma de se reinventar também está em processo de mudança.

Como sobreviver a tudo isso? Buscando informações, inovando, arriscando e em especial, aliando-se ao conhecimento. E a inteligência artificial é uma das ferramentas que tem permitido cada vez mais esse avanço.

A expressão em um primeiro momento pode parecer futurística, mas a temática no Brasil só cresce. Em maio do ano passado, por exemplo, 16 empresas atuantes no setor fundaram a ABRIA (Associação Brasileira de Inteligência Artificial) com o objetivo de empoderar e fomentar empresas deste setor.

Roberto Celestino é uberlandense, especialista em computação em nuvem e inteligência artificial e hoje trabalha na IBM (International Business Machines); o jovem de 25 anos explicou o que é a inteligência artificial e quais são seus objetivos primários.

“Inteligência Artificial, em sua essência, é a capacidade de máquinas/computadores de simular capacidades cognitivas: falar, ouvir, ler, raciocinar, etc. Nos últimos 5 anos, algumas empresas disponibilizaram no mercado um conjunto de micro serviços, como se fossem peças de um lego, que realizam essas simulações. Essas peças de lego são oferecidas através de plataformas de computação em nuvem (cloud computing). Essas peças de lego (micro serviços de inteligência artificial) são ferramentas que podem ser usadas para o desenvolvimento de sistemas que possam interpretar textos, emoções e personalidade, ou ainda sistemas conversacionais inteligentes que possam interagir com seus usuários em linguagem natural.” afirmou Celestino.

Vamos aos exemplos?

Não é preciso encontrar com robôs em nossos escritórios ou nas ruas para termos um contato mais direto com a Inteligência Artificial. Entenda melhor a ferramenta observando os seguintes exemplos:

Setor de veículos: Os aplicativos de táxi já conseguem rastrear nossas rotas preferidas, o tipo de carro e até de qual conversa gostamos de ter com o motorista. Aos poucos, as empresas vão conhecendo mais o nosso perfil e nos oferecendo, de forma personalizada, soluções e produtos. A própria IBM divulgou em seu site que em 2025, aproximadamente, os carros terão um mecanismo de identificar e agendar as trocas de óleo sozinhos, consultando a agenda do motorista e da oficina de nossa preferência.

Setor financeiro: Os bancos já perceberam que a IA é uma das chaves que abre portas para maiores resultados, e com isso, maior receita. A ‘BIA’ é a atende virtual do Banco Bradesco; ela consegue atender mais de 300 mil solicitações por mês com aproximados 95% de exatidão. O Banco Original desenvolveu a ‘ORI’, a assistente que tira as dúvidas dos clientes, através de características humanas e naturais, como tom de voz, expressões comuns na fala e cordialidade.

Setor de serviços: A Algar Tech, empresa do grupo mineiro Algar, lançou a ‘DUDA’ que também desafoga o SAC.

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‘DUDA’, atendente virtual da Algar Tech. Fonte: Facebook Algar Tech

Entender as emoções das pessoas e como elas agem e reagem de acordo com cada situação pode interferir e muito na maneira de comprar. É por isso que muitos supermercados já começaram a oferecer opções aos seus clientes de acordo com o perfil emocional de cada um. A expressão ‘conhecer o seu cliente’ nunca foi levada tão a sério.

E quem anda lado a lado com os algoritmos da inteligência artificial são os dados, cujo uso já sinalizamos aqui no blog anteriormente. Os especialistas ousam dizer que “A Inteligência artificial é o foguete, mas o combustível são os dados.” Se você gostou do assunto fique ligado que em breve falaremos mais sobre Inteligência Artificial, um caminho novo que consegue mesclar a capacidade humana com a mecânica, dando vazão não somente à nossa imaginação, como produzindo resultados mais sólidos e mensuráveis.