AS RAÇAS DE SUÍNOS MAIS POPULARES ENCONTRADAS NO BRASIL

O Brasil é o quarto maior exportador de carne de porco no mundo, e segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) o índice continua aumentando, no terceiro trimestre de 2017 foi abatido um total de 10,46 milhões de cabeças de suínos, um crescimento de 2,6% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Mas você sabe quais são as raças que compõem os números acima? As principais diferenças entre elas? A gente te explica!

A fonte é do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Iniciemos pelas raças estrangeiras:

Berkshire:

Raça oriunda no Sul da Inglaterra entre 1780-1850, pelo cruzamento do antigo porco do tipo Céltico com porcos Chineses, Siameses e Napolitanos. Foi uma das raças mais populares para a produção de bacon. Por ter alta capacidade de aclimatação é uma das raças que mais se adaptou no Brasil, além da boa musculatura, com isso, é muito utilizada no melhoramento genético de porcos brasileiros comuns.

 

Wessex

 

Com introdução no Brasil em 1934 pelo Ministério da Agricultura esta raça também suporta bem as mudanças climáticas do Brasil. As reprodutoras têm capacidade de aleitamento muito bom e uniforme, sem tendência de engordar como acontece em outras raças americanas. Wessex é a raça ideal para o regime de pastoreio em todas as fases da criação. Pertence ao tipo intermediário, mas também pode ser usado para carne magra, principalmente nos cruzamentos com Landrace. 

Landrace

Conhecido como o “clássico” no que se refere a produção de carne magra. É extremamente utilizado na formação de novas raças em especial para o melhoramento das raças locais para produção de carne magra. A maioria dos Landrace introduzidos no Brasil é de Holandeses, Suecos e, em menor escala, Alemães e Ingleses. A Dinamarca não exporta seus reprodutores. O Landrace ocupa hoje o 3º lugar em número de reprodutores do Brasil, vindo logo depois do Duroc e do Wessex.

 

Duroc Jersey

Originários das porcas vermelhas de New Jersey (Jersey Reds) e de varrascos também vermelhos de New York (The Durocs); essas duas raças foram constituídas por suínos trazidos pelos navios negreiros (Guine Breed), outros importados de Portugal e Espanha. É a raça mais numerosa nos Estados Unidos, sendo popular em vários países da América, além do Canadá e da Itália. No Brasil, já foi a raça estrangeira mais importante; hoje geralmente participa de cruzamentos com o objetivo de melhoramento genético para obtenção da carne magra.

 -Vamos, agora, conhecer as raças brasileiras? –

Canastrão

A raça traz características de animais robustos, com machos de 220 kg e fêmeas de 200 kg quando adultos, cabeça grossa, perfil côncavo, fronte deprimida, pregueada, focinho grosso, orelhas grandes e cabanas; pescoço longo, com papada; linha dorso-lombar sinuosa e estreita; membros compridos e fortes. A raça é considerada tardia, sendo engordada apenas no segundo ano.

Piau

A palavra Piau possui origem indígena e significa “malhado”, “pintado”. Alguns ganharam reputação como raça e foram os que resultaram de cruzamentos com raças estrangeiras aperfeiçoadas, como o Goiano, Francano, do Triângulo Mineiro; o Junqueira (só de raças estrangeiras) etc. Possui uma variedade vermelha, a Sorocaba, de tamanho médio e aptidão intermediária. Sabemos que a formação desta raça vem sendo bem orientada para um porco fácil de criar, que possa entrar nos cruzamentos para produção de carne magra.

Nilo Canastra

De tamanho médio, de corpo comprido e estreito, com pouca musculatura e ossatura, desprovido de pelos em virtude do que não é adequado para regiões frias. É do tipo de banha, rústico; já teve grande reputação em São Paulo e Minas Gerais. Este tipo de porco é considerado fruto do cruzamento do Nilo (porco pequeno pelado, do tipo Asiático) com o Canastra.

 

Você não sabia da existência de todas estas raças, sabia? De acordo com as pesquisas a produção de suínos vai continuar em destaque, promovendo, com isso, também o nosso país. O IBGE constatou no ano passado que o aumento da produção e exportação da carne suína é devido ao maior consumo da carne de porco na mesa dos consumidores dentro e fora do Brasil, ou seja, a carne de porco tem fidelizado seu espaço e a expectativa é que esta conquista cresça cada vez mais.